CANDIDÍASE NEONATAL, TRATAMENTO E PERSPECTIVAS NO BRASIL: UMA ANÁLISE BIBLIOGRÁFICA

Autores

  • Randu Moreira Marques
  • Isabelle Eutalia Rodrigues Da Silva
  • Jamilly Marques De Lino
  • Alcione De Oliveira Dos Santos

DOI:

https://doi.org/10.51161/rems/2216

Palavras-chave:

AVANÇOS, CANDIDÍASE, C. ALBICANS, NEONATAL, TRATAMENTO

Resumo

Introdução: A candidíase é uma doença causada pelo fungo Candida, sendo no Brasil epidemiologicamente mais frequentes as espécies C. albicans e C. parapsilosis; de caráter oportunista, esse fungo acomete, principalmente: boca, unhas, pele, vagina e esôfago. Em neonatos, os tipos predominantes são candidíase cutânea - relacionada com áreas mais úmidas do corpo do recém-nascido: região púbica e glútea – e oral. A infecção está associada a alterações do sistema imunológico, possibilitando a colonização fúngica no recém-nascido, tornando necessário acompanhamentos mais incisivos e terapêutica hospitalar adequada, haja visto a inexistência de sintomatologia patognomônica. Objetivos: Apresentar as atualidades e perspectivas do tratamento da candidíase neonatal no Brasil. Material e Métodos: Este estudo consiste em uma revisão bibliográfica, tendo sua base de dados obtida nos seguintes sites: Scientific electronic library online (Scielo), PubMed e Library Genesis. Os descritores utilizados foram “Candidíase”; “Neonatal”; “tratamento”. Resultados: Segundo a bibliografia analisada, a base farmacológica não apresenta grandes mudanças, mantendo as seguintes classes principais: polienos (anfotericina B + desoxicolato), azoles (fluconazol, voriconazol), pirimidinas fluorinadas (fluocitosina) e equinocandinas. Na candidíase cutânea, destaca o uso dos cremes azoles (cetoconazol, miconazol ou isoconazol) e a nistatina suspensão oral para mucosas atingidas. Já para a sistêmica, o medicamento mais usado é a anfotericina B, porém, estudos apontam uma tendência ao desenvolvimento de efeitos colaterais e intoxicação pelo uso dessa droga. Enquanto as equinocandinas apresentam um amplo espectro em neonatos, com maior sucesso clínico em relação às outras drogas. Inerente às perspectivas, o uso de terapia probiótica apresenta-se como uma alternativa para o tratamento da candidíase sistêmica. A terapia probiótica consiste na ingestão de bactérias que não desenvolvem doenças no neonatal, visando a expulsão dos organismos que desenvolvem a candidíase. Conclusão: A candidíase neonatal destaca-se como um dos principais problemas de saúde pública no Brasil. Portanto, o tratamento da candidíase se mostra regular conforme o referencial teórico e a perspectiva do uso da terapia probiótica como tratamento ainda não totalmente conclusivo, haja visto a escassez de estudos relacionados a neonatais.

Publicado

2021-10-08

Como Citar

Marques, R. M. ., Silva, I. E. R. D. ., Lino, J. M. D. ., & Santos, A. D. O. D. . (2021). CANDIDÍASE NEONATAL, TRATAMENTO E PERSPECTIVAS NO BRASIL: UMA ANÁLISE BIBLIOGRÁFICA. Revista Multidisciplinar Em Saúde, 2(4), 72. https://doi.org/10.51161/rems/2216

Edição

Seção

I Congresso Brasileiro de Doenças Infectocontagiosas On-line

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)

1 2 > >> 

Artigos Semelhantes

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.