LIPIDOSE HEPÁTICA SECUNDÁRIA À COLANGIOHEPATITE FELINA - RELATO DE CASO

Autores

  • Camila Souza Lopes Gonçalves
  • Sarah Paschoal Scarelli

DOI:

https://doi.org/10.51161/rems/2380

Palavras-chave:

ANATOMIA, DOENÇAS HEPATOBILIARES, GATOS, ICTERÍCIA

Resumo

Introdução: Os felinos possuem características hepatobiliares únicas da espécie, tais como: grande uso de proteínas na gliconeogênese hepática; possuem menor capacidade de metabolismo de drogas e toxinas devido a uma deficiência relativa da enzima glicuronil-transferase; ausência da fosfatase alcalina induzida por esteroides e junção anatômica do ducto biliar comum com o ducto pancreático antes de sua abertura na papila duodenal. A doença inflamatória hepática e a lipidose hepática felina (LHF) são doenças hepáticas prevalentes em gatos. A patofisiologia da LHF permanece desconhecida, mas sabe-se que envolve um desequilíbrio entre os depósitos de gordura periférica mobilizados para o fígado, uso hepático de ácidos graxos para energia e dispersão hepática de triglicerídeos. A LHF pode ser classificada como primária ou secundária. A primária desenvolve-se pela ingestão inadequada de alimento durante períodos de perda forçada de peso, privação não intencional ou mudança de alimentação, alterações ambientais ou estresse, já a secundária ocorre em períodos de anorexia prolongados causados por uma condição ou doença subjacente. Objetivo: Este trabalho objetivou relatar um caso de Colangite hepática desencadeando a Lipidose Hepática Secundária em um paciente felino em virtude de sua importância na clínica de medicina felina como processos desafiadores. Material e Métodos: Trata-se de um estudo de caso clínico, de abordagem investigativa, realizado na Clínica Veterinária Vet4Pet em Botucatu-SP. Resultados: O diagnóstico foi baseado nos resultados do hemograma, bioquímica sérica e principalmente do laudo ultrassonográfico, sendo essencial para o diagnóstico diferencial da doença, no entanto, o diagnóstico definitivo só é obtido por meio de análise histopatológica. Conclusão: A partir dos dados coletados para o caso em questão, observou-se o quadro clínico inicial de colangite, levando à lipidose hepática secundária, tendo como base a anamnese detalhada, exame físico e exames complementares, primordialmente, o ultrassom abdominal, demonstrando a sua relevância como diagnóstico diferencial e através da evolução clínica do paciente, com introdução do tratamento baseado na literatura disponível, melhora dos resultados laboratoriais e resolução total dos sintomas clínicos, foi determinado o diagnóstico assertivo.

Publicado

2021-11-18

Como Citar

Gonçalves, C. S. L. ., & Scarelli, S. P. . (2021). LIPIDOSE HEPÁTICA SECUNDÁRIA À COLANGIOHEPATITE FELINA - RELATO DE CASO. Revista Multidisciplinar Em Saúde, 2(3), 120. https://doi.org/10.51161/rems/2380

Edição

Seção

I Congresso On-line Nacional de Clínica Veterinária de Pequenos Animais